RECONSTRUÇÃO DE MAMA

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A mama é nas mulheres, símbolo de maternidade, feminilidade e sexualidade. O câncer de mama é cada dia mais frequente e hoje já é o 2o câncer mais comum na mulher. Quando diagnosticado em estágio inicial, o seu tratamento pode ser menos mutilante.

Aproximadamente metade dos casos ocorre em mulheres com menos de 65 anos.

O tratamento do câncer é principalmente baseado na resseccão da lesão pelo mastologista, pode do ou não serem necessário outros métodos terapêuticos: quimio, radioterapia, imunoterapia, entre outros.

A cirurgia para a retirada do tumor da mama pode deixar sequelas indesejadas: cicatrizes inestéticas, assimetrias de graus variados, retrações, etc. Em casos mais avançados pode ser necessário a retirada de toda a mama (adenomastectomia) e algumas vezes retirando também o complexo aréolo-papilar (aréola e mamilo).

A reconstrução da mama tem como objetivo devolver a mulher a autoestima e a qualidade de vida após o tratamento do câncer, diminuindo a sensação de mutilação e deformidade. Na maior parte dos casos a reconstrução é indicada de forma imediata, ou seja, logo após a retirada da lesão, no mesmo dia e com a mesma anestesia.

Existem diferentes técnicas para reconstrução mamária. Dependendo da indicação, pode-se utilizar tecidos autólogos (da própria paciente), prótéticos (implantes de silicone ou expansores de tecido), ou mesmo a associação dos 2 métodos.

TRATAMENTO DO CÂNCER DE PELE

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A pele é o maior órgão do corpo, e tem como principais funções a de barreira para o mundo externo, protege das variações de temperatura, perda de vapor, protege de pequenos traumas e da invasão de microorganismos, além de proporcionar a sensibilidade. O câncer de pele é disparado o câncer mais frequente no Brasil e no Mundo. O aumento de sua incidência é progressivo a medida que as pessoas vivem mais, e se expõe mais ao sol sem proteção devida.

O uso de protetor solar diário é recomendado, assim como escovar os dentes e tomar banho diariamente. O melhor tratamento é a prevenção, o uso de proteção e o cuidado com a exposição nos horários de maior concentração de raios UV (entre 10 e 16horas).

Existem basicamente 3 tipos de câncer de pele: o melanoma, o carcinoma espinocelular e o carcinoma basocelular.

O carcinoma basocelular é o mais frequente porém o menos maligno de todos. É a doença maligna mais comum em todo o mundo. Responsável por 75% dos cânceres de pele do mundo. Sua ocorrência geralmente é resultado da exposição crônica a radiação solar, sem a devida proteção. Se apresenta principalmente em áreas expostas ao sol: face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e dorso. O seu tratamento é realizado pela ressecção completa da lesão.

O carcinoma espinocelular é responsável por 20% dos cânceres de pele. Também tem relação com a exposição aos raios solares, e apresentam-se principalmente em áreas expostas ao sol.

Metástases são raras mas podem ocorrer em 5% dos casos, e são exclusivamente para os gânglios linfáticos.

O tratamento é realizado pela ressecção completa da lesão, podendo ser necessário a ressecção dos gânglios nos casos avançados, ou até mesmo radioterapia em alguns casos.

O melanoma é o mais temido dos cânceres da pele, porém o menos frequente. Representa cerca de 5% dos cânceres da pele. A predisposição genética associada a exposição aguda à radiação UV (quadro de queimaduras solares) são os fatores mais relacionados. Deve-se suspeitar de qualquer lesão / pinta que apresente sinais ABCDE: Assimetria ou irregularidades das Bordas, variação de Cores, Diâmetro maior que 6mm ou Evolução rápida ( crescimento, sangramento, prurido). Inicialmente deve ser realizada a biópsia de toda a lesão, e confirmando, deve-se realizar tratamento cirúrgico completo além de investigação complementar. Melanoma é o câncer de pele que pode levar a óbito rapidamente, portanto deve sempre ser lembrado e investigado.

TRATAMENTO DE QUEIMADURAS E SEQUELAS

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As queimaduras podem ocorrer por uma série de fatores: calor, fogo, radiação solar, água ou outros líquidos quentes, explosão, produtos químicos, corrente elétrica, frio, etc.

Elas são classificadas em: queimaduras de 1º grau, afeta a epiderme e se apresenta com hiperemia cutânea e dor local;

2º grau superficial, afeta a epiderme e a derme parcialmente, apresentando edema, bolhas, dor forte e hipersensibilidade, aspecto rosado;

2º grau profundo, afeta a epiderme e a derme parcialmente também, apresentando bolhas ou não, edema, aspecto avermelhado ou ainda esbranquiçado brilhante, com dor que pode ser maior ou menor (em casos mais profundos, com lesão de terminações nervosas);

3º grau, acometendo a epiderme, toda a espessura da derme, e podendo acometer tecido gorduroso e músculos, geralmente apresentando-se indolor, edema importante, de aspecto seco, branco pálido ou enegrecido, sem elasticidade.

Queimaduras são muito frequentes no dia-a-dia, mas geralmente não necessitam tratamento cirúrgico. No entanto, o acompanhamento do paciente queimado, principalmente com queimaduras de 2º e 3º graus deve ser feito sempre por um médico cirurgião plástico capacitado. A profundidade de uma queimadura pode se agravar pelo risco de infecção. Além disso, o curativo na fase aguda pode ser importante para evitar uma futura sequela.

Dependendo da extensão, profundidade e da área afetada, pode ser necessária a internação hospitalar. As queimaduras podem deixar sequelas estéticas e funcionais, desde cicatrizes inestéticas até bridas e sinéquias que impedem a movimentação e a realização das tarefas do dia-a-dia.

Muitas vezes são necessários procedimentos cirúrgicos para liberação de aderências e correção de cicatrizes indesejadas.

TRATAMENTO DE PEQUENAS LESÕES: CISTOS, NEVOS (PINTAS), VERRUGAS, FIBROMAS, LIPOMAS

Lesões de pele podem surgir no decorrer dos anos sem motivos aparentes, e algumas vezes são tratadas de modo ambulatorial, no consultório ou em hospital em caráter Day Hospital.

Cistos sebáceos, nevos (pintas), fibromas moles e verrugas são lesões da pele que geralmente são tratadas cirurgicamente com anestesia local. São procedimentos rápidos e que permitem o retorno as atividades imediatamente.

As lesões devem ser investigadas para descartar qualquer risco de malignidade. Somente o médico pode avaliar e dizer sobre o real risco de uma lesão nova. Muitas vezes pelo exame clínico poderá ter uma resposta.

As lesões poderão ser consideradas benignas, suspeitas ou malignas. As lesões de pele suspeitas e as malignas têm sempre a indicação de cirurgia e análise por exame anátomopatológico.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO DE CICATRIZES INESTÉTICAS, CICATRIZES HIPERTRÓFIAS E QUELÓIDES

A única cicatriz desejada no nosso corpo é a cicatriz umbelical; qualquer outra cicatriz é geralmente indesejada. A cicatriz é resultado de uma agressão ao maior órgão do corpo: a pele. Muitas vezes uma cicatriz pequena, quando posicionada de maneira aleatória, pode ser inestética. Uma série de cuidados e técnicas podem ajudar a deixar uma cicatriz praticamente imperceptível.

Nenhuma outra especialidade está mais envolvida com a pele e a cicatrização do que a cirurgia plástica.

Algumas pessoas possuem alterações no processo cicatricial que podem facilitar a presença de cicatrizes hipertróficas e/ou quelóides. As cicatrizes hipertróficas geralmente respeitam os limites da lesão, e apresentam-se com hiperemia transitória e alargamento da cicatriz.

Os quelóides ocorrem em indivíduos com alterações que prolongam a fase inflamatória da cicatrização, e geralmente ultrapassam os limites da ferida, apresentando hiperemia na fase aguda, dor em pontadas e/ou prurido.

Na maior parte das vezes, os quelóides necessitam de tratamento, que pode ser medicamentoso, cirúrgico ou ainda radioterápico.

É importante notar que na cirurgia estética e/ou reparadora em pacientes que já conhecem o risco de quelóide, ou que já apresentaram quelóide, existem medidas e tratamento preventivos que podem diminuir o risco de uma eventual cicatriz indesejável e hipertrófica.